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DIRECÇÃO , Diagnostico e Reparação

Existem vários factores que alteram os valores dos ângulos da geometria da direcção de um veiculo. Por essa razão, é necessário que utilize uma situação precisa, para se proceder à verificação do estado de regulação desses ângulos e a possíveis correcções se necessário.




Antes disso deve:


Verificar se o veiculo tem as rodas iguais e ou dimensões iguais à frente e as de traz. Deve ter as dimensões recomendadas pelo fabricante; 
 Verificar se a pressão dos pneus é a correcta;
 Verificar o empeno das jantes da frente e de trás, substitua se necessário.
Certifique o valor do empeno máximo admitido pelo fabricante ( por via de regra não deve exceder 3 mm). Para este efeito comece por levantar o veiculo.

Utilize um comparador montado sobre suporte.
Aplique a ponta do comparador sobre uma superfície plana do bordo da jante, de modo a que fique sob pressão e com um campo de leitura adequado. Rode a roda devagar e verifique os valores obtidos no comparador. A diferença entre esses valores corresponde ao valor do empeno da jante. (Fig ao lado).


 Verifique qual a folga existente nos rolamentos das rodas, à frente e atrás, e corrija-a se necessário ( ver fig a baixo ).

Verifique o estado geral da suspensão da frente e de trás. Verifique as molas, amortecedores, rótulas, braços da suspensão e apoios. As peças da suspensão não devem apresentar nenhuma deformação e as articulações não devem ter folga excessiva. As molas e amortecedores devem estar bom estado.

Verifique as folgas existente no mecanismo de direcção e corrija-as se necessário ( fig 4). Estas folgas estão principalmente nas rótulas e na caixa de direcção. Para este efeito, force as rodas para dentro e para fora como se mostra na figura a baixo.

A folga no volante de um modo geral, não deve exceder os 25mm, medidos sobre a sua periferia ( veja qual a tolerância dada pelo fabricante do veiculo), ver fig 5. Esta folga em certos tipos de mecanismos de direcção, pode apresentar diferenças, consoante a posição das rodas ( a direito ou a curvar).

Verifique se o sistema de travagem está a funcionar correctamente. O mau funcionamento pode provocar irregularidades direccionais permanentes ou durante as travagens.

Verifique o estado de carga do veículo e corrija-o se necessário. A carga do veículo deve ser a indicada para este efeito, no manual de especificações do veículo. Se o estado da carga for diferente do recomendado, provavelmente os valores recomendados para os vários ângulos da geometria da direcção e do eixo traseiro, também serão diferentes dos especificados.

Verifique a altura do veículo ou do chassis, em relação ao solo ou em relação ao eixo das rodas, ou através de outra medição preconizada pelo fabricante do veículo a fim de se informar dos locais e dos valores de medição que deve obter.

Em certos casos, os fabricantes indicam apenas o estado de carga do veículo, partindo do princípio que, se o veículo estiver em bom estado de conservação, mediante esse estado de carga ficará à altura correcta.

Alguns fabricantes estipulam que os seus veículos devem ser posicionados em alturas especificadas, para efeitos de verificação ou regulação da geometria da direcção. Para este efeito, por vezes o veículo deve ser comprimido contra o elevador ou fossa, através de um esticador (Fig. 6 ).

Estes serviços deverão ser feitos em casas especializadas em alinhamentos de direcção ou por quem tenha as ferramentas necessárias e que tenha a certeza de que sabe o que está a fazer.


Em caso de alguma duvida comente.

LISTA DE AVARIAS E CAUSAS POSSÍVEIS QUE OCORRE NO SISTEMA DE DIRECÇÃO

Informação retirada do manual do CEPRA

DIFERENCIAL, Diagnostico e Reparação

diferencial img
Quando existem anomalias no funcionamento do diferencial, procede-se à desmontagem do mesmo e posterior verificação do estado dos componentes realizando as reparações e regulações necessárias.

Os componentes do conjunto devem ser examinados cuidadosamente para verificar se existe deteriorações ou desgaste.


  • ANTES de DESMONTAR o diferencial deve-se ver se existe fugas de óleo, Se existir, então deve-se verificar a carcaça para eventuais fracturas (estalada), na altura da montagem deve-se substituir os retentores. O nível do óleo também deve ser verificado, pois o desgaste dos componentes pode ser originado por um baixo nível de óleo.

  • Finalizada a desmontagem, segue-se a limpeza de todos os componentes e a observação do seu desgaste.
  • No diferencial deve-se efectuar as seguintes verificaçoes com base nos dados e recomendações dos fabricantes:
-Existência de deformações ou desgaste na superfície interior das carcaças e verificação do estado de conservação dos alojamentos dos retentores e rolamentos.
-Existência de desgaste excessivo no pinhão de ataque e na coroa do diferencial, assim como nos satélites e planetários. Se existir devem ser substituídos.  


Nota: Quando se substitui o pinhão de ataque deve-se substituir a coroa também, e vice-versa. O mesmo acontece com os satélites e planetários. Substituir sempre os parafusos.
      • Existência de desgaste nos rolamentos do pinhão de ataque  e no conjunto da coroa-diferencial (aqui qualquer desgaste é excessivo).
      • Existencia de desgaste ou deformação nos espaçadores e anilhas de regulação. No caso de existirem tem que se substituir.
Com o conjunto do diferencial montado fig 2, a folga lateral de cada planetário deve encontrar-se dentro dos valores estipulados. Caso contrario, deve-se substituir as anilhas espaçadoras para corrigir o valor da folga.

Se a folga estiver dentro dos limites e o estado dos satélites e planetários for aceitável, não  é necessário desmontar o conjunto. 

A folga é verificada com um utensílio como ilustra a figura.

Quando se monta o conjunto par cónico-diferencial deve-se lubrificar os componentes com óleo adequado. Simultaneamente fazer o ajuste do conjunto pinhão-coroa seguindo a ordem estabelecida na figura 2.2.

Ou seja:

  • Primeiro ajusta-se a posição do pinhão de ataque (fases 1 e 2) e depois o da coroa (fase 3).
  • Para terminar, verificar a posição e contacto dos dentes de ambos.
    • Para verificar, coloca-se um liquido colorido nos dentes da coroa e arrastando  o pinhão ate que a coroa complete uma volta, de forma a que todos os dentes fiquem marcados nos pontos de contacto.

Consoante as marcas obtidas, representadas na fig. 2.3, a leitura dos resultados e:


A - Contacto correcto

B - Aproximação escassa

C - Aproximação excessiva

D - Ataque excessivo do pinhão em relação à coroa

E - Ataque escasso do pinhão em relação à coroa


Se a marca de contacto na coroa é a correcta, o ajuste está bem realizado. Caso contrário, é necessário corrigir este ajuste através da posição do pinhão de ataque ou da corroa, em função da marca obtida.

O ajuste do pinhão de ataque consiste em acoplar os rolamentos de forma a que não exista folga entre eles nem qualquer prisão.

  • Apertando progressivamente a porca do extremo oposto à engrenagem e ajustando com um martelo de madeira ou plástico do lado do pinhão, consegue-se o acoplamento desejado. Aperta-se a porca com o binário especificado pelo fabricante e faz-se girar o pinhão de ataque. A força utilizada para o girar não deverá ser superior a 0,5 mkg.
Efectuada esta montagem, o pinhão deve ficar posicionado de modo a que seja possível um correcto engrenamento com a coroa. As correcções necessárias realizam-se adicionando anilhas calibradas (fase 1), é necessário a desmontagem do conjunto para acrescentar uma anilha.

A montagem do conjunto coroa-diferencial requer também uma operação de calibre, que determina o posicionamento da coroa em relação ao pinhão. A fig 2.4 mostra uma disposição de montagem adoptada com frequência, em que os rolamentos do conjunto coroa-diferencial estão apoiados na carcaça. As anilhas situadas em ambos os lados, determinam a posição da coroa em relação ao pinhão. Aumentando a espessura da anilha do lado da coroa e diminuindo do lado contrário em igual medida, consegue-se aproximar a coroa do pinhão de ataque devendo a folga entre eles situar-se, como referência, compreendida entre 0,1 e 0,15 mm.



Nos casos em que o diferencial está incorporado na caixa de velocidades, caso da fig 2.5, este posicionamento é efectuado através das porcas laterais (1 e 2). A regulação nesta caso,  previne uma certa folga entre os dentes da coroa e o pinhão.


Para verificar esta folga, coloca-se um comparador fixo no cárter de maneira a que a 
ponta de medição  fique perpendicular ao dente da coroa do diâmetro exterior, como representado na fig 2.6. Nestas condições, tendo fixo o pinhão, imprime-se movimento alternado à coroa, para determinar a folga entre dentes, deverá estar entre os 0,15 e 0,2mm.


 As correcções necessárias faz-se nas porcas de regulação da coroa, apertando-as do lado da coroa ( aliviando do outro ) quando a folga é excessiva e do lado oposto quando a folga é insuficiente.

Informação retirada do manual CEPRA